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domingo, 2 de novembro de 2014

openSUSE 13.2 não terá driver proprietário da AMD nos repositórios

Se você é o orgulhoso dono de uma placa de vídeo AMD é melhor evitar o openSUSE 13.2, com lançamento marcado para a próxima Terça-feira. O aviso veio de um desenvolvedor da distro que afirma não existir possibilidade da correção antes do lançamento.

A falha em questão não é culpa do openSUSE e sim da AMD que ainda não adicionou suporte para a última versão do Xorg Server no seu driver. Com isso, o driver proprietário não estará presente no repositórios da nova versão até que o problema seja resolvido.

A opção para os fãs do openSUSE que utilizam o hardware da AMD é ficar com a versão 13.1 por enquanto ou se aventurar a utilizar o driver de código aberto que não apresenta o mesmo erro do proprietário, embora sem a mesma qualidade.

Com informações de  lizards.opensuse.org 

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

openSUSE Factory e Tumbleweed se unem para criar uma única distro


Os desenvolvedores do openSUSE anunciaram na última semana que as duas versões rolling release da distro, a Tumbleweed e a Factory, se unirão em um única versão. A notícia ocorre alguns meses depois do anúncio de que a Factory adotaria esse modelo de desenvolvimento.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Aprenda a instalar o KingOffice Alfa 16 (32bits) no Ubuntu, Debian, openSUSE, Fedora, OpenMandriva e Mageia


O KingOffice é uma suíte de escritório famosa no Android que chegou a pouco tempo ao Linux. Apesar de não ser software livre, a suíte ganhou alguma fama entre os usuários do sistema pinguim e tenho de admitir que a sua interface está bastante a frente do que nós temos atualmente. Nesse post vou mostrar como instalar a versão mais recente.

domingo, 7 de setembro de 2014

openSUSE Factory apresenta crescimento no número de instalações

Os colaboradores do openSUSE publicaram na página de notícias da distro os números da nova versão Factory, que se tornou rolling release. De acordo com as estatísticas de instalação, o número de usuários triplicou entre Julho e Agosto.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Versão instável do openSUSE vai se tornar distro Rolling Release

A versão instável do openSUSE, a famosa Factory, vai se tornar uma distro Rolling Release, como o Arch Linux por exemplo. O anúncio foi feito hoje no blog de notícias da distribuição.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Aprenda a instalar o LXQt no openSUSE e no Fedora

A primeira versão beta do LXQt, a união dos projetos LXDE e Razor-qt, saiu na semana passada e nós já temos pacotes para a maioria das distros. Vou mostrar os passos para instalação no openSUSE e no Fedora.

Principalmente no openSUSE os passos que vou descrever aqui podem ser feitos utilizando o YaST, mas utilizarei os comandos via terminal para realizar o processo.

Instalando no openSUSE


Abra o terminal - se você utiliza a versão com KDE o padrão é o Konsole - e digite o seguinte comando:

sudo zypper ar http://download.opensuse.org/repositories/X11:/lxde:/lxqt/openSUSE_13.1/X11:lxde:lxqt.repo

O comando acima adiciona o repositório comunitário onde estão os pacotes do LXQt. Agora vamos ao comando de instalação do ambiente gráfico em si e de seus pacotes de configuração.

sudo zypper install lxqt-session lxqt-panel lxqt-policykit lxqt-runner pcmanfm-qt obconf-qt lxqt-globalkeys lxqt-config lxqt-config-randr lxqt-about lxqt-image lxqt-notificationd lxqt-qtplugin lxqt-powermanagement lxshortcut lxqt-common lxqt-lightdm-greeter lximage-qt

Após a instalação ser concluída, basta realizar logout e escolher o LXQt como desktop no menu do seu KDM ou GDM (ou LightDM) e iniciar o novo desktop.

Instalando no Fedora


O pessoal do openSUSE é tão bonzinho, mas tão bonzinho, que disponibilizou na sua infraestrutura comunitária um repositório só com pacotes para o Fedora. A instalação é bem semelhante a do openSUSE, só a adição do repositório que é um pouco mais complicada. Você precisará do wget.

Para baixar o repositório:

cd /etc/yum.repos.d

su -c “wget -c http://download.opensuse.org/repositories/devel:/cloverleaf:/lxqt:/fedora/Fedora_20/devel:cloverleaf:lxqt:fedora.repo

O comando acima muda a pasta atual do terminal para a mesma onde ficam os arquivos dos repositórios do Fedora. Depois baixa o arquivo diretamente do site e o salva na pasta. Depois disso feito, é só rodar o comando para instalar:

su -c “yum install lxqt-session lxqt-panel lxqt-policykit lxqt-runner pcmanfm-qt obconf-qt lxqt-globalkeys lxqt-config lxqt-config-randr lxqt-about lxqt-image lxqt-notificationd lxqt-qtplugin lxqt-powermanagement lxshortcut lxqt-common lxqt-lightdm-greeter lximage-qt lxqt-appswitcher menu-cache lxmenu”

Depois é só fazer logout e escolher o LXQt no seu gerenciador de tela.

Bônus: Usando os temas Oxygen e QtCurve no LXQt


O LXQt tem um problema herdado de um de seus “antepassados”, o Razor-qt: quando você vai escolher o tema, não aparecem disponíveis o QtCurve e o Oxygen.

A sempre completa Wiki do Arch Linux tem um dica de como resolver o problema. No seu terminal, digite o comando:

Se for 64bits:

sudo ln -s /usr/lib64/kde4/plugins/styles/ /usr/lib64/qt4/plugins/styles

Se for 32bits:

sudo ln -s /usr/lib/kde4/plugins/styles/ /usr/lib/qt4/plugins/styles

Após esse comando tanto o qt4-config, quanto o menu de aparência do lxqt-config disponibilizarão o QtCurve e o Oxygen.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Como instalar o Firefox 29 no Debian e no openSUSE

Firefox 29


Vamos aprender a instalar o Firefox 29 em duas das principais distros da atualidade: o openSUSE e o Debian. Ambas as distros contam com um “time Mozilla”, o que faz com que ambas logo tenham ao menos de forma não oficial os lançamentos.


Com a atualização você poderá desfrutar das novidades da versão mais recente do navegador, como o novo tema Australis e o Firefox Sync.


Instalando o Iceweasel no Debian Wheezy


O Firefox chega ao Debian sob o nome do fork criado pela distro, o Iceweasel, mas todas as novidades do navegador estão inclusas. Para instalar siga os passos:


Como root, abra o arquivo /etc/apt/sources.list e adicione a linha deb http://mozilla.debian.net/ wheezy-backports iceweasel-release e salve o arquivo.


Com o repositório adicionado, basta rodar o comando sudo apt-get update, para atualizar os repositórios, e sudo apt-get install -t wheezy-backports iceweasel, para instalar o navegador.


Instalando o Firefox 29 no openSUSE 13.1


Você precisará adicionar o repositório do “Time Mozilla”, utilizando o comando sudo zypper addrepo http://download.opensuse.org/repositories/mozilla/openSUSE_13.1/mozilla.repo. Depois instalar o pacote com o comando sudo zypper in mozilla:MozillaFirefox. Após a instalação, o Firefox 29 estará disponível nos menus.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Começa o desenvolvimento do openSUSE 13.2

Os desenvolvedores do openSUSE iniciaram na última Quarta-Feira o ciclo de desenvolvimento da versão 13.2 da distro. Embora ainda não tenham disponibilizado uma agenda oficial, já é praticamente certo que a nova versão será lançada em Novembro desse ano.


A nova versão de desenvolvimento já vem com o KDE Frameworks 5 Alfa, o KDE 5, nos repositórios e a versão mais atualizada do KDE 4 instalada por padrão. Outros pacotes importantes que também aparecem nos repositórios são o Wayland 1.4 e o Mesa 10.1.


O sistema de arquivos padrão do 13.2 passa a ser o Btrfs e a ferramenta de gerenciamento de redes Wicked substitui o ifup. Ainda “sob o capô”, temos o Kernel 3.14 RC, RPM 4.11.2, PackageKit 0.8.16 e muitas outras novidades.


Se você se animou com as novidades e não quer esperar para testar, baixe o openSUSE 13.2 Milestone 0 agora.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Desenvolvedor explica as mudanças na equipe do openSUSE

No último final de semana eu fiquei um tanto receoso quando vi a notícia de que o time do SUSE, pago pela Novell, que trabalha nos lançamentos do openSUSE não exerceriam mais essa função. Como o povo adora uma boa fofoca, a notícia que começou a se espalhar era de que a Novell e o SUSE estavam abandonando o openSUSE.


Um dos desenvolvedores da distro precisou vir a público, já na Segunda-Feira, para esclarecer o caso e por fim aos boatos. O que está acontecendo na verdade é que o time da Novell que trabalhava nos lançamentos está se realocando temporariamente para outra área.


O time pago estará focado em melhorar as ferramentas que são utilizadas para criar e manter os lançamentos da distro. Outros funcionários que fazem trabalhos em outros times continuarão exatamente onde estão.


Desfeito o mimimi, o openSUSE 13.2 continua marcado para Novembro de 2014 e os funcionários que estão sendo realocados ainda trabalharam nesse lançamento.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Deixando o seu KDE com a cara do openSUSE

Eu já falei sobre o lançamento do openSUSE 13.1, mas essa captura de tela que o @wendell_silva compartilhou no Twitter me deixou bastante impressionado em relação ao visual da distro. Pesquisei um pouco e vou mostrar como deixar qualquer KDE em qualquer distro bem parecido.


Você pode fazer praticamente tudo pelo “Configurações do Sistema” do KDE. Após abrir o “Configurações do Sistema”, vá em “Aparência do Espaço de Trabalho” > “Tema da Área de Trabalho” > “Obter Novos Temas”. Na janela que será aberta, procure por "openSUSE", instale o chamado openSUSE Plasma Theme e aplique-o.


Para instalar o esquema de cores, volte a tela principal do “Configurações do Sistema”, vá em “Aparência dos Aplicativos” > “Cores” > “Obter Novos Esquemas”. Procure por Obsidian Coast Green, instale e aplique.


O papel de parede fica a sua escolha, mas o tema fica melhor com algum em tons mais escuros. A minha escolha foi essa aqui, só para o caso de alguém desejar utilizar.


O resultado é esse da imagem abaixo, se quiserem uma explicação visual, fiz um pequeno vídeo (sem áudio). Espero que tenham gostado.



Download and apply KDE Plasma Theme and Color Scheme from Espaço Liberdade on Vimeo.


image


Links:


openSUSE Plasma Theme: http://kde-look.org/content/show.php/openSUSE+Plasma+theme?content=159329


Obsidian Coast Green color scheme: http://kde-look.org/content/show.php/Obsidian+Coast+Green?content=153342


Dark Trees Avenue (papel de parede): http://wallpaperstock.net/dark-trees-avenue-wallpapers_w39166.html

domingo, 22 de setembro de 2013





A equipe do openSUSE anunciou a versão 13.1 beta. Essa versão ainda não trás o Btrfs como opção padrão, mas quem escolhê-lo como opção terá boas novidades. A versão inclui como novidades:


  • Kernel 3.11.1;

  • Mesa 9.2.0;

  • KDE 4.11.1 e Gnome 3.9.91;

quinta-feira, 15 de agosto de 2013





vulgojota:



KDE 4.11 no Opensuse 12.3

Ontem, dia 14 de agosto foi lançado a nova versão do kde, dentre outras coisas temos a adição do…

View Post



Pra quem é usuário do openSUSE e deseja testar o novo KDE 4.11, tá aí a dica.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Lançado openSUSE 13.1 Milestone 4

Foi lançado na última semana o openSUSE Milestone 4. Esse é o último Milestone antes do lançamento da versão beta. A principal novidade dessa versão ficou por conta do port do YaST para a linguagem Ruby.



O trabalho é liderado por desenvolvedores da cidade de Praga, na República Tcheca, e começou em Janeiro deste ano. A ideia é melhorar a performance da ferramenta a curto prazo e reduzir o esforço necessário para manter o código futuramente.


Você pode baixar o openSUSE 13.1 Milestone 4 no seguinte link: http://software.opensuse.org/developer/pt_BR

segunda-feira, 8 de julho de 2013



Essa é a edição inicial do Giro de Notícias semanais do blog. Vamos as desculpas.


Em primeiro lugar, minha experiência com podcasts é zero. Então tudo foi muito novo para mim, desde a gravação do áudio até a edição final e a chegada a esse resultado que vos apresento.


O podcast (que eu ainda não batizei, irei chamar de “Giro de Notícias do Espaço Liberdade por enquanto) é um resumo de menos de 3 minutos das notícias que foram publicadas aqui no blog.


A ideia é velha, foi dada pelo @afmachado, que foi membro do blog, há um tempo, mas só agora estou tentando implementar. Quem quiser gastar 3min escutando minha voz, fique a vontade. =)


Links para as notícias comentadas:


Bom, é isso pessoal. Até o próximo (se vocês quiserem é claro) episódio.


Créditos - Música de Fundo:


The Handyman’s Lament (Instrumental Version) por Josh Woodward (Instrumental Versions)
Link: http://www.jamendo.com/en/track/764952/the-handyman-s-lament-instrumental-version
Licença: Creative Commons Atribuição (CC-BY)



sexta-feira, 5 de julho de 2013

openSUSE Conference 2013 acontecerá esse mês

A conferência do pessoal do openSUSE acontece esse ano na Grécia e será entre os dias 18 e 22 de Julho. No evento serão reunidos patrocinadores, desenvolvedores e entusiastas da distro.


Segundo informações dos organizadores serão 60 palestras, workshops e encontros para falar de tudo relacionado a Linux e ao mercado de Software Livre em si.


Abaixo o vídeo feito para divulgar o evento:



Você pode conferir a agenda do evento aqui: https://conference.opensuse.org/osem/conference/osc2013/schedule#2013-07-19

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Pacotes do KDE 4.11 Beta 2 para o openSUSE

Link: Pacotes do KDE 4.11 Beta 2 para o openSUSE

Os usuários das versões 12.3 e Factory do openSUSE já podem testar as novidades do KDE 4.11 através desse repositório. Aproveitem!

terça-feira, 31 de julho de 2012

Reduzindo o tempo de boot do OpenSUSE

Ter um boot - também conhecido como inicialização do sistema - rápido se tornou uma obsessão para muitos geeks há algum tempo atrás. Este artigo de Michal Vyskocil dá algumas dicas de como otimizar o tempo de boot do OpenSUSE, prometendo que o sistema inicie em até 2 segundos (!). Abaixo, publicamos os pontos principais.


Basicamente, há três possibilidades parafazer seu sistema iniciar mais rapidamente: iniciar as coisas em paralelo, iniciar as coisas na demanda ou iniciar menos coisas. Porém, como diz um famoso ditado, "Uma otimização prematura é a raiz de todo mal", assim, se temos de otimizar algo, antes de botar a mão na massa, precisamos saber o que fazer. Felizmente, o systemd vem com uma excelente ferramenta chamada systemd-analyse, que nos mostra o processo de boot de várias formas.


A simples execução desse comando exibe o tempo que fastamos em um processo de boot e em que fase:




# systemd-analyze
Startup finished in 8480ms (kernel) + 30873ms (userspace) = 39353ms


O exemplo acima mostra o tempo de boot em uma instalação mínima (com o X.org) da versão 12.2 em um netbook EEE 701. O tempo global é satisfatório, mas não nos ajuda a saber o que está acontecendo. Para nos ajudar, a ferramenta systemd-analyze possui dois subcomandos: blame e plot.


O subcomando blame imprime na tela os serviços que são iniciados, ordenados pelo tempo de partida. Aqueles que demoram mais para iniciar são os que devemos  colocar como os primeiros:




$ systemd-analyze blame | head
11385ms network.service
5664ms SuSEfirewall2_init.service
5575ms systemd-vconsole-setup.service
3032ms ntp.service
2840ms remount-rootfs.service
2230ms postfix.service
2021ms network-remotefs.service
1925ms cpufreq.service
1661ms SuSEfirewall2_setup.service
1506ms xdm.service


Já o sub comando plot cria um gráfico com os tempos de boot:


Exemplo de saída do comando systemd-analyze plot


Nesse exemplo, podemos ver que há uma longa cadeia com o SuSEfirewall12_init -> network -> network-remotefs -> suSEfirewall12_setup que demora vários segundos para ser finalizada. Essa configuração é ideal para um servidor, mas não para um laptop com poder de processamento reduzido, como o do autor do artigo.



Fazendo um notebook iniciar duas vezes mais rápido


Então, tendo as complexas dependências dos serviços em mente, o autor decidiu mascarar algumas delas, ou seja, fazer com que aquele serviço não possa ser iniciado pelo systemd, tornando-o invisível. No caso, o autor original fez essas mudanças:




  • Substituiu o network-service pelo NetworkManager, que é mais adequado para notebooks;

  • Desabilitou o suSEfirewall12_init e o suSEfirewall12_setup;

  • Desabilitou os serviços ntp.service e network-remotef.-service, que não faziam sentido em um laptop;

  • Desabilitou o postfix.service;

  • Desabilitou o cpufreq.service, pois ele não era suportado pela CPU do laptop.


Após as mudanças, houve redução no tempo de boot userspace:

$ systemd-analyze
Startup finished in 8528ms (kernel) + 11123ms (userspace) = 19652ms


Usando strace com systemd


Agora, ele tinha a lista desses serviços:

$ systemd-analyze blame | head -n 10
5476ms xdm.service
4172ms systemd-vconsole-setup.service
3950ms systemd-modules-load.service
2781ms remount-rootfs.service
1848ms NetworkManager.service
1439ms media.mount
1426ms systemd-remount-api-vfs.service
1419ms dev-hugepages.mount
1411ms dev-mqueue.mount
1371ms sys-kernel-debug.mount


Havia um novo gargalo, o systemd-vconsole-setup.service, porque ele atrasa o sysinit.target, que é um dos primeiros estágios do boot. Em casos como esse, podemos usar strace para saber o que está demorando tanto. E a depuração é bastante simples no mundo systemd. Tudo que temos a fazer é copiar o arquivo de serviço para  /etc/systemd/system e mudar o ExecStart:

ExecStart=/usr/bin/strace -f -tt -o /run/%N.strace /lib/systemd/systemd-vconsole-setup


Depois disso, temos de reiniciar. Você encontrará a saída do comando em /run/systemd-vconsole-setup.strace com um timestamp. Olhando lá, é óbvio que chamar hwinfo --bios é extremamente caro nesse estágio. Você pode acelerar a unidade ao configurar o KED_NUMLOCK para yes ou no no arquivo /etc/systemconfig/keyboard, ou tentar mascará-lo completamente.

O próximo serviço a ser olhado mais de perto é system-modules-load: systemd disse que ele levava 2 unidades de tempo na função init_module() do módulo microcode, que foi desabilitado.

Unidades nativas do systemd


Havia um pequeno script de inicialização chamado purge-kernels, que era iniciado por volta dos 300ms de acordo com o blame. Neste caso, foi mais efetivo porque o systemd faz apenas um stat no arquivo e não o roda completamente, fazendo esse serviço desaparecer do blame:

$ cat /etc/systemd/system/purge-kernels.service
[Unit]
Description=Purge old kernels
After=local_fs.target
ConditionPathExists=/boot/do_pure_kernels

[Service]
Type=oneshot
ExecStart=/sbin/purge-kernels


O tempo do kernel


Havia algo interessante sobre o tempo do kernel: 8 segundos gastos parecia ser um monte de tempo para ele. Um simples ls na pasta /boot deu uma direção:

$ ls -lh /boot/vmlinuz-* /boot/initrd-*
-rw-r--r-- 1 root root 14M Jul 24 11:03 /boot/initrd-3.4.4-1.1-desktop
-rw-r--r-- 1 root root 4.7M Jul 10 15:48 /boot/vmlinuz-3.4.4-1.1-desktop


Como você pode notar, o initrd era enorme, cerca de três vezes o tamanho do kernel. O que teria causado isso? Bem, cada pacote pode adicionar seus próprios scripts de configuração em /lib/mkinitrd/scripts/, assim vamos perguntar ao rpm quem fez isso:

$ rpm -qf /lib/mkinitrd/scripts/setup-* | sort -u
cifs-utils-5.5-2.2.2.i586
cryptsetup-1.4.2-3.2.1.i586
device-mapper-1.02.63-26.1.1.i586
dmraid-1.0.0.rc16-18.2.1.i586
kpartx-0.4.9-3.1.1.i586
lvm2-2.02.84-26.1.1.i586
mdadm-3.2.5-3.3.2.i586
mkinitrd-2.7.0-62.2.1.i586
multipath-tools-0.4.9-3.1.1.i586
plymouth-scripts-0.8.5.1-1.3.1.noarch
splashy-0.3.13-35.1.1.i586


Com essa lista em mãos, o autor começou a desinstalar coisas que ele não precisava:

  • cifs-utils: se você não tem qualquer disco formatado em sistemas de arquivos Windows para montar, pode removê-lo, mas não influencia no tamanho do kernel;

  • cryptsetup:  serviço popular para laptops, mas o autor não tinha quaisquer dispositivos luks. Ele também remove uma parte do Yast e, assim, ele economizou 18 MB em disco.

  • device-mapper, dmraid, kpartx e lvm2: não podem ser facilmente removidos por muitas coisas de baixo nível dependerem delas. Mantido.

  • mdadm: não havia dispositivos md, removido.

  • mkinitrd: sua remoção poderia reduzir o tamanho do initrd para zero mas, aí, precisaríamos do nosso próprio kernel.

  • multipath-tools: sem dispositivos multipath; removido;

  • plymouth-scripts: quem precisa daquela tela de boot bonitinha quando se pode iniciar mais rápido? Sua remoção reduziu o initrd para 8,9MB.

  • splashy: o mesmo - e dessa vez reduziu o initrd para 6,6 MB.


Após as mudanças, o tempo de boot do kernel caiu quase que pela metade:

$ systemd-analyze
2781ms (kernel) + 4999ms (userspace) = 7780ms


Conclusão


Os serviços que deixam o boot mais "bonitinho" também são as que o tornam mais demorados. Perceba que, aqui, o autor não seguiu aquelas fórmulas mágicas encontradas em vários tutoriais que nos mandam desabilitar x, y e z: ele pesquisou e descobriu o que estava atravancando a inicialização do seu sistema. É isso que você deve fazer: utilizar as ferramentas que foram mostradas aqui para analisar o seu computador e decidir o que pode o que não pode cair fora.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Reduzindo o consumo de energia em laptops com OpenSUSE 12.2

Um elevado consumo de energia em laptops com OpenSUSE - especialmente no Thinkpad X220 - foi recentemente observado por vários membros da comunidade. O bug, considerado como crítico, afetava a versão 12.1 e já foi resolvido a tempo do lançamento do OpenSUSE 12.2, que deverá ocorrer em Setembro.


O culpado pelo elevado consumo de energia parecem ter sido o módulo gráfico i915 e os problemas que rodeavam o PCIe ASPM no kernel Linux. Se você está rodando o OpenSuse 12.2 RC, siga as dicas abaixo para reduzir o consumo de energia do seu laptop e economizar mais bateria.



PCIe ASPM


Matthew Garret, da Red Hat, desenvolveu várias correções para o kernel no que diz respeito aos problemas com a implementação do PCI Express Active State Power Management, permitindo que os desenvolvedores de distros pudessem utilizar o kernel Linux ao invés da solução nativa da BIOS para gerenciar a energia dos periféricos PCI Express. Se você tem o OpenSUSE 12.2 instalado, obter uma lista de seus dispositivos PCI que estejam com o ASPM instalado é tão simples quanto abrir um terminal como root e digitar




# lspci -vvv | grep ASPM



Quanto mais dispositivos PCI com ASPM habilitados houver na lista, melhor pois, assim, você vai gastar menos energia.



i915


Desde que a Itel lançou sua nova linha de chips i3, i5 e i 7, a GPU vem embutida no processador. A boa notícia é que o driver i915 vem com várias opções para economizar energia. A má notícia é que a maioria dessas opções vem desligada por padrão.


A ferramenta i915 RC6 permite à GPU entrar em um estado de baixo consumo de energia em seu tempo ocioso. No OpenSUSE 12.2, o parâmetro i915 RC6 controla muitos estágios diferentes  muitos estágios diferentes do RC6, como RC6, Deep RC6 e Deepest RC6, cada um com efeitos distintos no consumo de energia.


Para habilitar todos os três estágios do RC6, causando uma economia máxima de energia, basta iniciar seu OpenSUSE com o seguinte parâmetro:




i915.i915_enable_rc6=7



Além do RC6, o i915 também oferece suporte à compressão do framebuffer, que reduz a quantidade de memória gasta durante as atualizações de tela. Para habilitá-la, utilize o parâmetro




i915.i915_enable_fbc=1



juntamente ao anterior na hora de iniciar o sistema. Você também pode baixar a taxa de atualização do LVDS adicionando o parâmetro




i915.lvds_downclock=1



e reduzir o número de eventos que acordam o DRM com




drm.vblankoffdelay=1



Utilizando esses parâmetros na linha de comando do GRUB após o nome do seu kernel, você poderá economizar uma quantidade considerável de energia, aumentando o tempo de uso - e a vida útil - da bateria do seu portátil.


Fonte: SysRich.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Após atrasos, OpenSUSE 12.2 RC1 é lançado

A situação do OpenSUSE não é o que podemos chamar exatamente de tranquila. Desde o início do ano, Stephan Kulow, gerente de lançamentos do projeto, vem alertando sobre os atrasos no cronograma oficial. Em Abril, ele postou uma mensagem na lista de discussão opensuse-factory alertando que a instalação estava "metralhada" e que o LibreOffice estava instável. No mês passado, ele voltou a se manifestar dizendo que " "É hora de percebermos que atrasar não é uma solução. Em vez disso, vamos usar o atraso da versão 12.2 como uma razão para desafiar o nosso atual modelo de desenvolvimento e procurar novas formas".