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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Por que grandes nomes do SL estão trocando Linux pelo Mac?

Há poucos anos, a discussão Linux vs. Windows era um dos assuntos de destaque em blogs de tecnologia e em redes sociais. Nos dias de hoje, porém, ela parece ter sido deixada em segundo plano e trocada pela briga Android vs. iOS.


Um fato curioso que chama a atenção em vários sites sobre software livre é que muitos de seus mantenedores estão, sistematicamente, substituindo o sistema GNU/Linux pelo Mac OS X, da Apple. A que se deve essa mudança? Será que faz sentido mudar? É o que vamos analisar nesse artigo.


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Transformando o visual do seu Android Gingerbread no do ICS

Não é novidade que o Software Livre permite a seu usuário um poder de personalização não encontrado em nenhum software proprietário. No linux, nos deparamos com diversos ambientes gráficos que podem vir disponíveis em centenas de distros que atendem todos os gostos. Desde os usuários que querem simplesmente ligar o computador e já saírem navegando, até mesmo para aqueles que gostam de fazer tudo funcionar , compilando cada pacote. O Android, que utiliza Kernel Linux, também herdou de seu primo, a possibilidade de personalização de seu "primo", permitindo que cada usuário tenha seu smartphone ou tablet com a sua cara.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Disponível o 5º Pacote de Atualizações para o LMDE

Foi lançado ontem, dia 17/09, o quinta update pack do LMDE, a versão baseada no Debian do Mint. O lançamento foi anunciado pelo desenvolvedor da distro no blog oficial. Veja nesse post como realizar essa atualização.




Aviso: Se você utiliza uma placa ATI com driver fglrx, não realize a atualização. Os amigos do Blog DesdeLinux avisam que é praticamente certo que você terá problemas com o driver da placa no caso de instalar o update pack.



Antes de realizar a atualização, é necessário que você tenha certeza de que tem instalado o pacote “mint-debian-mirrors”. Assegure de estar utilizando o repositório certo digitando no terminal “mint-choose-debian-mirror”.


Você deve utilizar o Gerenciador de Atualizações (Update Manager) para realizar a atualização. Primeiro o programa irá se auto-atualizar. Após o aplicativo se atualizar e reinicializar sozinho, clique no botão “Update Pack Info” (Informações do Pacote de atualização) e certifique-se de que as suas configurações do sistema aparecem em verde, e não tem nenhum aviso ou informação de erro. Caso tenha avisos e/ou informações de erro, siga as instruções fornecidas até que os problemas sejam corrigidos. Após finalizar os detalhes, clique em “Instalar Atualizações” (Install Updates).


Nas perguntas que serão feitas durante a atualização, o desenvolvedor alerta para escolher sempre as opções:


Manter Arquivo (Keep File), ao invés de instalar nova versão;
Quando perguntado onde configurar o Grub, escolha a localização atual do mesmo, normalmente em /dev/sda.


Após a atualização, você pode instalar os novos metapacotes dos ambientes gráficos da distro.




  • Para o Mate: apt-get install mint-meta-debian-mate;

  • Para o Cinnamon: apt-get install mint-meta-debian-cinnamon;

  • Para o Xfce: apt-get install mint-meta-debian-xfce.


Para ter os papéis de parede da versão 14 da distro, execute o seguinte comando:




apt-get install mint-backgrounds-maya-extra



Se você utiliza o Cinnamon, o desenvolvedor alerta que é importante instalar o novo metapacote para que o tema padrão do ambiente gráfico seja configurado corretamente. Caso o seu papel de parede “suma”, basta clicar com o botão direito e adicioná-lo novamente.


O desenvolvedor ainda promete que novas ISOs dos ambientes gráficos principais da distro (Cinnamon, Mate e Xfce), já com o pacote de atualizações serão lançadas dentro de algumas semanas – ou meses. Ele só não sabe se elas sairão com o pacote de atualizações 5 ou o 6, tudo vai depender se o próximo pacote de atualização será pequeno e/ou rápido.


Fontes:


http://blog.linuxmint.com/?p=2170
http://debian.linuxmint.com/latest/update-pack.html
http://blog.desdelinux.net/lmde-update-pack5-ya-esta-disponible/

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Wayland enfim chega ao Ubuntu 12.10

Drivers gráficos sempre foram um problema para quem usa Linux, pelo menos no meu caso sempre tive problemas com a Nvidia(horrível) por nunca prestar um suporte bom e nunca se preocupar se as novas tecnologias funcionam de modo satisfátorio em outras plataformas que não sejam fechadas.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Lançado Mageia 3 Alfa 1

Foi lançado no último dia 7 o primeiro alfa do Mageia 3. Essa versão é o primeiro passo público para o lançamento da versão estável, que está planejado para ocorrer em Março.

Como é comum, as principais novidades dessa versão são as atualizações dos pacotes: o KDE está na versão 4.9.0, o Gnome na 3.5.91, o Firefox já está na versão 16. Além dessas novidades já esperadas, temos a adição de alguns programas não presentes nos repositórios da atual versão estável, como o Hotot, e a espectativa é que os repositórios backports passem a funcionar quando a versão estável for lançada.

Uma outra novidade bem interessante que já está implementada nesse primeiro alfa, é a migração de diversas pastas para o diretório “/usr”. Explicando de forma fácil, não haverá mais as pastas separadas, por exemplo, “/sbin/” e “/usr/sbin”: a pasta “/sbin” continuará lá por questões de compatibilidade, mas será apenas um link para a pasta “/usr/sbin”. A ideia é facilitar a criação de backups e a montagem de dispositivos. A ideia do recurso foi retirada do Fedora, que implementou o mesmo no seu último lançamento.

Muitos outros recursos estão planejados para a versão 3 do Mageia, como melhoria na acessibilidade padrão do instalador e da distro em si, focando na inclusão de portadores de necessidades especiais, plasmoid com how-to para usuários iniciantes no mundo Linux ou na distro em si, os repositórios (e não somente os pacotes) serão assinados para melhorar e garantir a segurança dos usuários e muito mais. Você pode ver a lista completa de recursos planejados para o Mageia 3 aqui.

A versão alfa está disponível apenas em DVD e dual ISO, já que a equipe de desenvolvimento está com um problema para gerar o liveCD, por conta do sistema de arquivos UnionFS que ainda não é suportado no Kernel 3.5. A equipe ainda avalia se irá reparar o suporte do UnionFS no Kernel 3.5 ou se vão utilizar outro sistema de arquivos.

Download: http://mageia.c3sl.ufpr.br/iso/cauldron/
Notas de Lançamento: https://wiki.mageia.org/en/Mageia_3_alpha1

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Oracle quer "matar" versão opensource do MySQL

Notícias recentes que circulam pelos sites que tratam de tecnologia dão conta de que a Oracle iniciou, de forma velada, um processo já esperado a muito tempo: a morte da versão de código aberto do banco de dados MySQL. Vou falar um pouco sobre esse processo de “fritura” realizado pela empresa e mostrar porque, apesar de desagradável, ele não é uma surpresa para ninguém (ou não deveria ser).


A Oracle parece não entender bem como funciona “esse negócio” de código aberto. Sua gestão do OpenOffice foi uma tragédia completa, acabou gerando o LibreOffice, através dos membros descontentes da comunidade ao redor do software, e depois entregou o código para a Apache Foundation. Resultado da lambança? Duas equipes separadas trabalhando em cima de um código praticamente igual.


Apesar do OpenOffice ser um exemplo forte da política da empresa, ele não é o único. Não podemos esquecer do fechamento do código do Solaris, também herdado da Sun. Uma opinião quase unanime sobre o interesse da Oracle na Sun é que o objeto de desejo era o Java. E só.


Voltando ao MySQL, Ryan Paul escreveu em seu artigo no site Ars Technica em 2009, onde fazia uma análise do impacto para a comunidade de código aberto da compra da Sun pela Oracle, o seguinte:




A aquisição levanta sérias questões sobre o futuro do MySQL [...] Não está claro se a Oracle verá qualquer incentivo em continuar o desenvolvimento de uma alternativa de código aberto para suas ofertas de banco de dados principais.
Fonte: http://arstechnica.com/information-technology/2009/04/oracle-acquires-sun-ars-explores-the-impact-on-open-source/



Ou seja, o fato não é nada novo, todos já esperavam. A reclamação do desenvolvedor do MariaDB, um fork do MySQL, é que na versão 5.5.27 as pastas que guardam os resultados da ferramenta de testes do banco de dados mudou de lugar e essas pastas não estão sendo distribuidas junto com o código-fonte do software.


Essa ferramenta, utilizada desde 99, serve para que os desenvolvedores façam os testes para terem certeza de que um bug que tenha sido marcado como resolvido em um lançamento X tenha sido realmente resolvido. Em outras palavras, os desenvolvedores não tem mais como saber se um bug foi realmente corrigido pela Oracle ou não.


Essa mudança causa impacto em diversos programas e sites que utilizam o banco de dados da empresa e nomes mais famosos, como Facebook e Twitter estão na lista. Os desenvolvedores ficaram as cegas, já que a única garantia de que o bug foi resolvido é a palavra da Oracle.


Diante do cenário, alternativas estão sendo procuradas e valorizadas. É o caso do próprio MariaDB, fork do MySQL, e do PostgreSQL, outra alternativa de código aberto. Mas migrações não coisas tão fáceis como parecem. O Wordpress, por exemplo, tem um código altamente baseado no banco de dados da Oracle e até hoje, apesar de solicitações diversas, não tem suporte ou um fork atualizado baseado no PostgreSQL.


A nossa única opção é acompanhar as cenas dos próximos capítulos e esperar pra ver se qual a posição oficial da Oracle diante do fato ou se ela vai seguir minando a paciência dos desenvolvedores, para que o possível fechamento do código tenha menos impacto.


Fontes:


http://blog.mariadb.org/disappearing-test-cases/


http://www.muylinux.com/2012/09/03/oracle-mysql-open-source/


http://techcrunch.com/2012/08/18/oracle-makes-more-moves-to-kill-open-source-mysql

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Appstream chega ao Apper, antigo KPackagekit

Conforme nós noticiamos aqui há algum tempo, o alemão Matthias Klumpp estava trabalhando no AppStream, a Central de Programas unificada para todas as distros Linux que utilizará o PackageKit, no GSoC (Google Summer of Code). Terminado o período do projeto do Google, o desenvolvedor apresentou algo “palpável” no seu blog: a integração da biblioteca central do Appstream ao Apper, o antigo KPackagekit.


Durante o GSoC, Klumpp trabalhou numa biblioteca chamada “appstream-core”, para criar e utilizar a base de dados de aplicativos do Appstream. Na prática, todas as outras ferramentas que utilizam o PackageKit podem ter acesso as funções da Central de Programas unificada através dessa biblioteca.


E o desenvolvedor resolveu dar o exemplo de uso adicionando a biblioteca ao código do Apper, o gerenciador de pacotes gráfico principal do mundo KDE. De acordo com Klumpp, a mudança é visual e muito simples, apesar de fazer grande diferença: os pacotes que representam programas não são mais exibidos como pacotes e sim como... programas! Simples, não?




[caption id="attachment_7643" align="aligncenter" width="300"] Resultado da busca por "kde" no Apper atual.[/caption]

[caption id="attachment_7642" align="aligncenter" width="300"] Resultado da busca por "kde" no Apper utilizando a Appstream-core.[/caption]

Explicando o recurso com mais clareza, ao se procurar atualmente por “kde”, o Apper exibe uma série de pacotes referentes ao ambiente gráfico, não programas. Com o uso da biblioteca appstream-core, os pacotes referentes a programas são exibidos primeiro, quando são selecionados, além da descrição, é exibido uma captura de tela do programa, retirada do serviço de capturas de tela do Debian.


O Appstream ainda precisa da versão 0.8.4, ainda não lançada oficialmente, do PackageKit para funcionar. O código integrado do Appstream-core com o Apper já está no Git desse último. Parece que, finalmente, coisas boas e concretas estão surgindo desse projeto.


Fonte: http://blog.tenstral.net/2012/08/appstream-for-apper.html

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Google contra-ataca Apple através da Motorola Mobility

Demorou, mas finalmente aconteceu. Após muitos ataques da Apple contra fabricantes que utilizam Android em seus aparelhos, como Samsung e a própria Motorola, a Google resolveu lançar, na sexta-feira da semana passada, dia 21/08, um contra-ataque através da sua subsidiaria, a Motorola Mobility, conforme noticiou o site The H.

A acusão foi feita a Internacional Trade Commission (ITC) no último dia 21 de Agosto, e envolve a possível violação de sete patentes da Motorola por parte da Apple, que envolvem, segundo o The H, 'equipamentos que utilizam tecnologias de comunicação Wireless para gerenciar várias mensagens e conteúdos'. A empresa pede o banimento dos produtos da Apple dos Estados Unidos.

A Apple tem disputas ao redor do mundo com a própria Motorola e Samsung. Muitos acreditavam que a compra da Motorola Mobility por parte da Google tinha como objetivo proteger fabricantes que utilizem Android em seus equipamentos, mas até a última Sexta-Feira nada havia sido feito.

Será que veremos em breve um contra-ataque também contra a Microsoft e seus acordos obscuros?

Fonte: http://www.h-online.com/open/news/item/Google-s-Motorola-takes-on-Apple-1671142.html

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Trapwire: o pior pesadelo de Richard Stallman se torna realidade

O pai do movimento do software livre não usa telefone celular pois teme que o "grande irmão" possa rastreá-lo. Embora a maioria dos usuários de software livre possa achar essa atitude exagerada e paranóica, a cada dia estamos vendo nossa liberdade virtual ser cada vez mais ameaçada e as profecias apocalípticas do bom doutor dolorosamente se transformarem em realidade. Se não bastassem projetos como Sopa e Pipa para limitar nossa liberdade digital, agora a ameaça cresceu e bate a porta do mundo real.


Eles estão observando


Se você acompanhou as notícias recentes, sabe que o popular site Wikileaks ficou fora do ar por alguns dias devido a uma série de ataques de negação de serviço, ou DDoS, que é a mesma tática utilizada pelo grupo-irmão Anonymous.


Até então, ninguém sabia quem estava atacando o Wikileaks e por que estava fazendo isso mas, em pouco tempo, as peças desse macabro quebra-cabeças começaram a se juntar.


Na operação AntiSec, realizada pelo Anonymous no final do ano passado, o grupo roubou dados confidenciais de várias empresas, incluindo uma chamada Stratfor, dirigida por ex-agentes da CIA, a central de segurança dos EUA. O conteúdo desses e-mails revelou algo assustador: a Stratfor teria criado uma versão enxuta de um software de reconhecimento facial e o estaria instalando em várias câmeras de rua.


Adquirindo alvo


Isso não é uma teoria da conspiração e já foi denunciado em vários sites respeitáveis. As implicações desse projeto são muito graves. No mínimo, significariam que órgãos do governo poderiam identificar todos os cidadãos que estivessem caminhando na rua fazendo coisas qualquer e, com isso, vigiar os seus atos, traçando perfis de consumo e de comportamento.


Não é novidade que câmeras de vigilância públicas já estão sendo implantadas no Brasil. A priori, elas serviriam para dar mais segurança à população pois, através delas, a polícia poderia identificar e prender bandidos rapidamente, mas no momento em que essas câmeras vem com um sistema de reconhecimento facial, elas se tornam uma ameaça à nossa própria segurança. Alguém com ideias contrárias a um projeto do governo poderia ser rapidamente identificado e sumir do mapa sem deixar vestígios (o quê? O Governo não faz isso? Ah tá, espera o Papai Noel então).


Se esse projeto for adiante, não há sombra de dúvida de que ele passará a ser implementado também em outros países, afinal, temos a mania de achar que tudo que os EUA fazem é superior e melhor. Há alguns anos, a operadora de telefonia Oi implementou um software da Phorm que, apesar das "justificativas" da operadora, tem o único objetivo de vigiar a navegação do usuário na internet, tendo inclusive já sido banido da Europa. Se uma empresa privada conseguiu fazer isso, o que nos garante que nossos órgãos policiais e governamentais , que na teoria deveriam nos proteger, não irão, em breve, adotar o Trapwire e começar a traçar um perfil de seus cidadãos?


Pelo visto, a era da liberdade digital está acabando e todos estamos entrando no Big Brother - mas não seremos nós quem vamos dar uma espiadinha. Daqui a pouco, para nossa própria segurança, não poderemos sequer sair de casa.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Projeto Calligra anuncia o Calligra Author

No fim do mês passado, noticiamos aqui que o Calligra Words teria suporte a edição de arquivos ePUB, formato aberto para livros eletrônicos. Pois ontem o coordenador de Marketing do Projeto Calligra, Inge Wallin – o mesmo que anunciou a novidade em relação a edição de ePUBs no Words – noticiou que ficou decidido que ao invés de se adicionar essa função ao Words, o projeto criaria um novo aplicativo específico para essa função: o Calligra Author.


A ideia é que o aplicativo seja focado em novelistas e escritores de livros eletrônicos em geral. Ele deverá providenciar conteúdo interativo como recursos multimedia, animações 2D e 3D, suporte para páginas da Web incorporadas ao texto e suporte para scripts feitos com javascript.


Segundo Wallin, os desenvolvedores irão trabalhar ouvindo o máximo de sugestões dos principais interessados no novo aplicativo: os editores e escritores. A inspiração deve vir de um aplicativo que já faz sucesso: o iBook Author, da Apple. Ainda segundo o anúncio oficial, o Calligra Author pretende ser para os escritores e editores o que o Calligra Krita é para os pintores/desenhistas (ficou minha dúvida: o Krita é alguma coisa para alguém?!).


Não existem muitas certezas em relação ao aplicativo, mas ele deve ser lançado ainda esse ano, integrado na versão 2.6 do Calligra Office.


Fontes:
http://ingwa2.blogspot.com.br/2012/08/calligra-author.html
http://www.calligra.org/uncategorized/calligra-announces-author/

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Debian Wheezy trocará Gnome por Xfce

E parece que a fase realmente não é boa para o Gnome. Depois do post no Br-Linux mostrando o ponto de vista de um desenvolvedor que diz, em tradução livre, que o projeto "visualiza o abismo", foi a vez dos desenvolvedores do Debian anunciarem a migração do ambiente gráfico padrão da distro para o Xfce. A notícia foi dada ontem pelo Phronix, que inclui o link do commit que dá o primeiro passo para a mudança.


Eu cheguei a ler a respeito ainda ontem no blog Desde Linux, mas a notícia por lá tinha mais ares de boato que de afirmação. Pois eu fui surpreendido pela tal afirmação no Phronix. Ao contrário do que o atual momento do Gnome pode fazer parecer, a decisão dos desenvolvedores do Debian tem outro motivo: o tamanho do ambiente gráfico. Utilizando Gnome ou KDE os desenvolvedores não podiam trazer todo o ambiente gráfico no CD #1 da distro, por conta do tamanho desses ambientes gráficos, o que será possível com a adoção do Xfce.


O Xfce começou a ser apontado como principal opção aos usuários descontentes com os rumos do Gnome 3 e do Gnome-Shell, assim como os descontentes com o Unity, assim que esses ambientes gráficos começaram a ser adotados pelas distribuições, mas nenhuma das grandes distros tinham colocado o Xfce como DE padrão até agora. A esperança é que, após essa confiança depositada pelo Debian, o projeto "decole" de vez e ganhe mais usuários e desenvolvedores.


Com a decisão do Debian, agora apenas Fedora, openSUSE e Mageia, entre as grandes distros, oferecem uma versão principal do seu sistema com Gnome por padrão. Vamos ver como o Gnome enquanto projeto reage a mais esse golpe.


Fonte: http://www.phoronix.com/scan.php?page=news_item&px=MTE1NTk


Commit anunciando a adoção do Xfce por padrão: http://va.mu/XY00

terça-feira, 31 de julho de 2012

5 extensões para proteger sua privacidade no Firefox (e no Chrome)

Nos dias de hoje, a privacidade na Internet se tornou um artigo de luxo: cada vez maissites de busca, redes sociais e provedores rastreiam as atividades do usuário, seja para formar um perfil para lhe dirigir ofertas ou para detectar atividades ilegais. Embora muitos não se deem conta, sempre existe alguém rastreando seus passos - e a busca pela privacidade deve ser uma preocupação constante.



Muitas pessoas, buscando um pouco de anonimato, navegam na Internet utilizando servidores proxy, como o Tor ou o Hide My Ass, achando que estão protegidos. Essas medidas, porém, não são suficientes por vários motivos. Primeiro, porque esses proxies podem não ser tão seguros e anônimos quanto se pensa - um teste no fórum Hardware.com.br mostrou que alguns nós da rede Tor podem fazer parte de botnets e, no ano passado, a Hide My Ass entegou os dados de navegação de integrantes da LulzSec que utilizavam seus serviços para o FBI. Segundo, porqueos proxies não impedem redes sociais e sites de rastrearem seus hábitos de navegação.


Neste post, vamos conhecer cinco extensões fundamentais - e mais algumas dicas - para o navegador Firefox destinadas a quem deseja ficar praticamente anônimo na Internet, sem comprometer a qualidade de sua navegação. maioria dessas extensões também possui versão para o navegador Google Chrome, também sendo possível usá-lo (mas, nesse caso, lembre-se de desativar a sincronização da conta Google - pois, do contrário, tamanho esforço não adiantará muita coisa [obrigado ao Cleiton Lima por me avisar dessas versões antes do post ser publicado]).



1. ShareMeNot


Infelizmente, nos dias atuais, a maioria dos sites possuem botões que permitem a seus visitantes compartilhar, de forma rápida, os posts e artigos ali publicados em redes sociais como Twitter, Facebook, Google+, Linkedin e outras. O problema ocorre pelo fato de que, mesmo que você não faça parte dessas redes sociais, os botões coletam seus dados e hábitos de navegação, que são armazenados nos servidores dessas empresas e, posteriormente, utilizados para gerar um perfil comercial.


É claro que existem várias extensões e técnicas para bloquear esses botões - como configurar o Squid para isso - mas a maioria delas acaba bloqueando o botão de aparecer ou exibindo uma mensagem de erro, o que em certos casos pode estragar o layout da página.


Se você quer se ver livre das redes socias sem comprometer a aparência ou a navegabilidade nas páginas que visita, você precisa instalar a extensão ShareMeNot (Clique aqui para instalar a versão do Google Chrome). Essa extensão bloqueia o rastreamento feito pelos botões socias da maioria das redes famosas, substituindo os botões por outros, não estragando a aparência da página. Mais ainda, ela não te impede de usar o botão, quando necessário. Ou seja, ao contrário das extensões que somem com os botões sociais. o ShareMeNot os bloqueia deixando em seu lugar; se você quiser tuitar ou curtir algum artigo, pode clicar no botão normalmente - e, nesse caso, o rastreamento será realizado.


Veja um exemplo na figura abaixo: acima, temos a página sem o ShareMeNot e, abaixo, a mesma página com a extensão ativada.


Página com o ShareMeNot


Note que, se eu quiser curtir ou tuitar aquela notícia, poderei fazer isso sem maiores transtornos



2. RefControl


O Referer é uma propriedade do protocolo HTTP que armazena qual página você estava antes de visitar uma outra página e, portanto, pode ser utilizada para monitorar seus hábitos de navegação.


Funciona assim: se você está na página A e, nessa página, clica para um link que te leva para a página B, então o referer da página B é a página A. Agora, se você simplesmente colar o endereço da página B na barra de navegação do seu browser, ela não receberá referer algum. Para ver como funciona na prática, clique neste link e veja que a página aberta mostra o endereço desse artigo. Se você colar seu endereço na barra de navegação, a informação estará vazia.


Os mais variados sites podem utilizar essa informação para tentar descobrir de onde vem seu tráfego. Felizmente, a extensão RefControl permite a você gerenciar, com facilidade, como essa informação é enviada.


Tela de configuração do RefControl


Após instalar a extensão, ela deixará um ícone na barra de status. Clique na seta ao lado dele e escolha "Opções do RefControl". Em "Ação padrão ara sites não listados", clique em Editar e, depois, em Bloquear (segunda opção) e dê OK em tudo. Pronto: agora, seu Firefox não vai mais enviar o endereço da página que você estava ao clicar em um link (se quiser testar, clique no link acima e comprove).


Infelizmente, essa extensão não tem uma versão para Google Chrome, mas você pode instalar o RefererControl no navegador do Google, que faz a mesma tarefa.


É claro que nem tudo são flores e alguns sites, como os de download, poderão deixar de funcionar corretamente se a extensão estiver ativada e configurada dessa forma. Neste caso, basta voltar à janela de configuração, clicar no botão Adicionar Site e colocá-lo na "lista branca", permitindo que ele pegue o referer verdadeiro - ou colocando outro de sua preferência. Realmente, indispensável.



3. HTTPS-Everywhere


Mesmo que você utilize um proxy, os dados que trafegam do seu computador até o servidor de um site podem ser interceptados por terceiros. Isso, é claro, a menos que o site em questão tenha uma conexão segura, identificada pelo prefixo https:// antes do endereço (note a presença do s).


Muitos sites - como Google, Twitter e Facebook - possuem versões seguras em HTTPS. Recentemente, o Google anunciou que passaria a usar o HTTPS por padrão e a Mozilla já se antecipou e colocou essa busca como default na versão 14 de seu navegador. No entanto, outras páginas, como YouTube e Wikipedia, apesar de também poderem ser acessadas via HTTPS, não ativam o protocolo seguro por padrão.


É claro que o usuário poderia entrar nesses sites manualmente, mas a chance de que ele acabe se esquecendo de digitar o HTTPS antes do endereço é enorme. Ainda bem que, para nooooooooooooossa alegria, a EFF criou a extensão HTTPS-Everywhere, que redireciona o usuário para a versão segura de várias páginas automaticamente sempre que a mesma estiver disponível. A EFF também disponibiliza uma versão para Chrome na mesma página.


É claro que a extensão não abrange todos os sites - pois em alguns deles, a versão https é diferente da versão normal, geralmente utilizada para fins de gerenciamento interno - mas o número é considerável e suficiente para uma navegação comum.



4. Google/Yandex Search Link Fix


Essa extensão corrige os links da busca do Google, evitanto que o buscador rastrei as páginas que você clicou. Confira na imagem abaixo.


Diga adeus ao rastreamento do Google!


A extensão está disponível para Firefox: usuários do Google Chrome podem instalar a Fix URL Links Redirect, que faz o mesmo serviço.


Se você não quiser ou puder instalar extensões, pode utilizar o endereço alternativo https://encrypted.google.com.



5. O bom e velho AdBlock plus


Muitos de nós já usamos o AdBlock Plus para bloquear propagandas e anúncios nas páginas. A extensão também está disponível para o Google Chrome. O que pouca gente sabe, porém, é que ele pode fazer muito mais do que isso com filtros comunitários.


Em especial, a série de filtros Fanboy permite, além de bloquear propagandas, se proteger de scripts de rastreamento, como os do Google Analytics, que já são quase onipresentes na web. Para isso, após instalar a lista Fanboy do link anterior, vá para essa página e instale a lista Fanboy  Tracking List (segundo link). Note ainda que eles possuem outra lista para bloquear as mídias sociais, o que eu julgo não ser necessário por causa do ShareMeNot, mas você pode instalá-la também, se preferir.



E o NoScript?


Muios talvez estivessem esperando pelo NoScript, mas eu não o recomendo porque, quando o testei, ele mais atrapalhou do que ajudou. De fato, a maioria dos sites de hoje utiliza JavaScript de alguma forma e bloqueá-lo apenas vai fazer-lhe gastar mais tempo desbloqueando-os depois. Mas, se você quiser, pode instalá-lo também.



Mais dicas


De nada adianta você seguir essas dicas para aprimorar sua privacidade na web se seu computador, tablet, smartphone ou notebook estiverem desprotegidos. De fato, plugins Flash e Java podem revelar muito sobre você. O site AuditMyPC consegue, inclusive, pegar seu endereço IP interno (aquele 10.1.1.x ou 192.168.x.x) rodando um applet Java de forma silenciosa sem que você se dê conta. Assim, o melhor a fazer é deixar o Java desabilitado em seu navegador, ativando-o apenas quando ele for necessário - por exemplo: quando você for utilizar a página do seu banco.


Até a versão 12, era possível desabilitar o Java na aba privacidade da janela de opções do Firefox. No entanto, desde a versão 13, tal opção sumu. Assim, se você estiver utilizando a versão mais recente, basta ir em Firefox - Complementos - Plugins e clicar no botão Desativar ao lados dos plugins Java instalados. Lembre-se de ativá-los quando for utilizá-los.


Além disso, saiba que não é necessário utilizar o modo de navegação privativa para proteger seus rastros: basta ir em Firefox - Opções e, em Privacidade, escolher "nunca memorizar" na lista ao lado de "O Firefox deve". Se você tem um notebook, colocar uma senha em seu login é praticamente obrigatório - vai ajudar se você perdê-lo ou tê-lo roubado - e criptografar a pasta ou a partição com seus documentos pessoais, se possível, também é uma excelente medida.


Mas nada disso adianta se o usuário não tiver consciência de que seus atos também precisam mudar. Postar qualquer coisa em fóruns ou em redes sociais que podem ser indexados pelo Google é pedir para ser rastreado. Sempre que possível, proteja seu perfil nessas redes sociais e evite entrar em discussões inúteis em fóruns espalhados por aí. O DuckDuckGo é uma alternativa ao Google que, além de ter mais recursos, respeita sua privacidade. Basta, agora, querer usar.


E você, o que faz para proteger sua privacidade na Internet? Não deixe de postar nos comentários.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Cansado do Ubuntu One ? Conheça o Minus!

Atualmente existem muitos serviços de armazenamento online, tais como: DropBox, Googledrive, Skydrive,Ubuntu One entre outros, mas dentre esses serviços oque mais oferece espaço  para armazenamento é o Skydrive ( da Micro$oft), e ainda assim para muitos casos pode parecer pouco dependo da quantidade de arquivos que se deseja armazenar.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Após Android, Microsoft começa a "atacar" Linux em servidores

Depois de uma série de "acordos" com fabricantes de dispositivos móveis que utilizam Android, como a LG, por exemplo, segundo notícia postada hoje no ZDNet, a Microsoft parece ter voltado seus olhos de abutre para outro segmento em que é um fracasso: os servidores. E resolveu fazer isso atacando diretamente o seu maior concorrente nesse segmento, que é o Linux.


De acordo com o comunicado do site oficial da Microsoft, o acordo com a Amdocs "envolve o acesso mútuo ao portfólio de patentes de ambas as empresas, incluindo uma licença no portfólio de patentes da Microsoft que cobre o uso da Amdocs de servidores baseados em Linux em seus datacenters." Como já é normal, não foi revelada qual seria essa patente licenciada.


Até onde se tem notícia, a Amdocs não vende hardware, sendo definida pela wikipédia como "provedora de softwares e serviços". É preciso ficar bem claro que, conforme dito no parágrafo anterior, diferente dos casos recentes referentes a fabricantes que usam Android em seus dispositivos móveis.


Ainda é cedo para alardes, mas essa iniciativa da Microsoft abre precedentes muito preocupantes. Não sabemos ainda, e nem podemos ter certeza, se empresas que vendem sistemas baseados em Linux, como a Red Hat, ou empresas que fornecem esse sistema gratuitamente, como a Canonical, seriam futuros alvos da empresa de Redmond. Aconselho a todos que fiquem em alerta para futuras notícias nesse sentido.


Fonte: http://www.zdnet.com/microsoft-inks-patent-deal-with-service-provider-using-linux-servers-7000001498/

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Top 10 Ubuntu apps non free

Lembrando que essa lista é referente ao mês de junho

Aplicativos pagos :


1- Bastion -   Bastion é um jogo de ação no estilo role-playing, com uma boa narrativa que envolve o jogador a cada movimento. Explore mais de 40 mapas pintados a mão, e descubra os segredos por trás de um mundo caótico.



 

2 - LIMBO -Limbo é um game com visual escuro, em que um garoto aparentemente no Limbo ( ahh vá ) procura sua irmã, o jogo conta com puzzles que exigem que o jogador pense um pouco a cada movimento. Muito bom para quem gosta de jogos de plataforma com ar de mistério . Não se deixe enganar pelos gráficos minimalistas, afinal os melhores jogos já lançados não tem gráficos de ultima geração.


3 - Amnesia: The Dark Descent - Um game no estilo survival horror em primeira pessoa. Trata  sobre a descoberta de imersão, atráves de um pesadelo. Uma experiência que tenta ser assustadora.
4 - Braid - Outro jogo do estilo puzzles no qual  o jogador manipula o tempo para resolver enigmas. Os quebra-cabeças são muito diversificados e os mundos pelo qual o personagem viaja também proporsionado uma boa diversão.

5 - Oil Rush -É um jogo de estratégia em tempo real basedo no em um grupo de controle de petróleo.

 

 6 - Fluendo DVD Player-Fluendo DVD Player é um software reprodutor de DVD desenvolvido especialmente para  sistemas Linux/Unix.Alguns dos recursos inclusos são:

  • Full DVD Playback

  • DVD Menu support

  • Fullscreen support

  • Dolby Digital pass-through

  • Dolby Digital 5.1 output and stereo downmixing support

  • Resume from last position support

  • Subtitle support

  • Audio selection support

  • Multiple Angles support

  • Support for encrypted discs

  • Multiregion, works in all regions

  • Multiple video deinterlacing algorithms



 

 7 - The Journey Down: Chapter One - Um jogo de estilo point-and-click com gráficos bem trabalhados e uma história interessante.

 

8 -  Psychonauts  - Um jpgp de ação/aventura dos desenvolvedores de Double Fine Productions, conta a história de um jovem chamado  Razputin. Em sua busca para participar de um grupo chamado Psychonauts --uma elite internacional de agentes secretos com poderes psiquicos--
    9    LibreOffice 3.4 Getting Started  - Um guia  rápido que ensina como utilizar o LibreOffice (Review do EL).
    
10   Uperbrothers: Sword & Sworcery EP - Um jogo para explorar o ambiente que mistura ação/aventura com jogos de RPG


Fonte: http://developer.ubuntu.com/2012/07/top-10-ubuntu-app-downloads-for-june-2012/

 

terça-feira, 17 de julho de 2012

Após atrasos, OpenSUSE 12.2 RC1 é lançado

A situação do OpenSUSE não é o que podemos chamar exatamente de tranquila. Desde o início do ano, Stephan Kulow, gerente de lançamentos do projeto, vem alertando sobre os atrasos no cronograma oficial. Em Abril, ele postou uma mensagem na lista de discussão opensuse-factory alertando que a instalação estava "metralhada" e que o LibreOffice estava instável. No mês passado, ele voltou a se manifestar dizendo que " "É hora de percebermos que atrasar não é uma solução. Em vez disso, vamos usar o atraso da versão 12.2 como uma razão para desafiar o nosso atual modelo de desenvolvimento e procurar novas formas".


quarta-feira, 11 de julho de 2012

Review: SolusOS 2

Você provavelmente nunca tenha escutado falar do SolusOS. Ok, isso é normal. Se não fossem os posts dos colegas do blog DesdeLinux eu também não teria ouvido falar e muito menos teria a curiosidade de testar. Mas, acreditem, essa distro merece um teste.




[caption id="attachment_7396" align="aligncenter" width="300"] Visão inicial do desktop do SolusOs 2[/caption]

Vamos primeiro as credencias:

  • Baseada no Debian, o que por si só já é garantia de estabilidade extrema e um sistema de qualidade;

  • Fundada e desenvolvida por dois dos desenvolvedores originais do LMDE, o Linux Mint Debian Edition;

  • Distro que está tendo um crescimento vertiginoso, já muito próxima de Kubuntu e Mandriva no Distrowatch, por exemplo.


Eu só descobri essa parte de ser desenvolvida por dois dos idealizados do LMDE depois de testar, instalar a distro e ficar com uma sensação de que ela era um “Linux Mint azul”. Tá explicado porque.

A distro partilha o desejo pré-Cinnamon do desenvolvedor do Mint de trazer a usabilidade do Gnome 2 ao Gnome 3 e tem levado isso a sério nesse ciclo de desenvolvimento da versão 2 do sistema, que ainda está em estágio alfa. Quando você inicializa o DVD/pendrive e vê o ambiente gráfico custa a acreditar que aquilo ali é o mesmo Gnome 3 do Fedora, por exemplo.

Atualizações constantes nos pacotes


Um diferencial bem interessante na versão estável atual, a 1, é que o time de desenvolvimento traz sempre as últimas versões dos principais programas para os repositórios, mesmo sendo baseado no Debian Stable, que tende a ficar com os pacotes mais velhos, porém mais estáveis.



Por exemplo, enquantos os backports oficiais do Debian tem apenas a versão 10 do Iceweasel (firefox), os repositórios do SolusOs tem a versão 13.0.1 do Firefox, a mais recente.



Muitos Aplicativos por padrão


Ok, eu sei que é péssimo como diferencial e muita gente prefere aquele CD capado, só com o ambiente gráfico – e as vezes nem isso – para poder customizar e deixar com o famoso “meu jeito”.



Contudo, as distros que vem lotadas de aplicativos por padrão também tem seu público e o SolusOs pretende atendê-los. Com pouco menos de 1GB de tamanho, a ISO tem, só para destacar:




  • Firefox;

  • Thunderbird;

  • Transmission;

  • Pidgin;

  • Rhythmbox;

  • VLC;

  • Minitube;

  • LibreOffice (Writer, Calc, Impress, Base e Draw);

  • Java (openjdk) já instalado e configurado;

  • Compiz;

  • Gnome-PackageKit.


É uma lista de respeito e pode, é claro, ser expandida com a ajuda dos repositórios do Debian.



Instalador Próprio


[caption id="attachment_7397" align="aligncenter" width="300"] Instalador do SolusOs. Fonte; http://solusos.com/screenshots/[/caption]

 

A distro trás um instalador próprio. A ferramenta é até bem construída e pensada, utiliza o GParted para particionar o HD do usuário e tudo mais. Mas em termos de velocidade... #VergonhaAlheia



A instalação, apesar de não ser difícil, é bastante demorada. Consegue ser mais lenta que a do Ubuntu, por exemplo. Nesse quesito o sistema precisa melhorar e muito.



Gnome 3 com Cara de Gnome 2


O objetivo dos desenvolvedores nos trabalhos na versão alfa era deixar o Gnome 3 o mais próximo possível do Gnome 2. E posso dizer com muita tranquilidade que eles alcançaram o objetivo com louvor.



Não é que o Gnome 3 está bem disfarçado. A questão é que, se você não abrir o painel de configurações e ver que a versão é baseado no Gnome 3, você não vai acreditar que não é o Gnome 2. É sério. O trabalho com as extensões foi muito bem feito.



Visual Bem Trabalhado


Eu iria falar desse ponto primeiro. Mas aí, como certeza iria aparecer aquele espírito de porco pra dizer que “olha só, mais um remaster. Trocou o papel de parede, o nome e pronto!” E eu quero deixar bem claro que o Solus é bem mais que isso.



No entanto, não é possível deixar de citar o cuidado visual que o sistema tem. Desde a tela do Plymouth, passando pelo papel de parede do sistema e o tema GTK, tudo é muito bem integrado e feito, deixando clara a preocupação dos desenvolvedores com o visual da distro de um modo geral. Afinal de contas, o visual é o cartão de visitas de qualquer coisa.



SolusOS Vs LMDE


Eu creio que, apesar do Linux Mint ser uma grande distro e estar em grande evidência no cenário Linux atual, a sua versão Debian Based tem uma desvantagem grande em relação ao SolusOS: a versão no Debian em que está baseada.



Enquanto o LMDE escolheu se basear na versão instável do Debian, o que garante a ele ser “rolling release”, mas também lhe dá a desvantagem de instabilidade dos pacotes, o SolusOS se baseia na versão estável.



Isso significa que, ao menos no papel, os usuários do SolusOS tem menos chance de passar sustos com seu sistema do que os usuários do LMDE.



Ainda em estágio alfa


Creio que não precisava dizer, mas, vamos lá: vamos com calma com a versão 2 do SolusOS. Enquanto a versão 1, baseada no Squeeze, está disponível em versão estável, com Gnome 2 e tudo mais, a versão 2 é baseada no futuro estável do Debian, o Wheezy. A versão passou pelo congelamento nas últimas semanas, o que significa que a equipe do Debian só agora vai começar a se preocupar a sério em estabilizar o sistema. Ou seja, você pode ter o traseiro mordido por um bug escondido em algum lugar. Fica o aviso.



Conclusão


O SolusOS 2 ainda é um alfa e sofre um pouco por conta disso. Os desenvolvedores ainda vão começar a trabalhar nas ferramentas próprias da distro, que provavelmente ainda eram em gtk2, para trazê-las para a nova versão. O instalador é o grande calcanhar de Aquiles do sistema, sendo extremamente lento para realizar seu trabalho, chega a cansar de verdade.



Apesar disso, é muito bom ver uma distro baseada no Debian com essa qualidade. O visual é muito bem acabado, um trabalho muito sério de design e o trabalho dos desenvolvedores com os aplicativos nos repositórios também é muito bom. Se você busca alternativas dentro do mundos dos “debs”, o SolusOs é uma distro que merece seu teste.


Página da Distro: http://solusos.com/
Fórum da Distro: http://forums.solusos.com/